O Google nasceu em 1998, ano em que o mercado de busca já era volumoso mas representava um gigantesco ponto de interrogação em termos de perspectivas de lucro. Hoje, pelo menos no que se refere ao Google, não existe mais qualquer sombra de duvida com relação à lucratividade desse modelo de negócio e somente a empresa Google faturou em 2009 a bagatela de 23,6 bilhões de dólares. Com tanto dinheiro envolvido neste negócio é natural que tenha havido uma evolução na ferramenta de busca que, afinal de contas, é o pilar sobre o qual se assenta essa dinheirama toda.
O Google e a maioria dos sites de busca desejam essencialmente agradar o seu usuário. Para isso a ferramenta de busca deve trazer resultados relevantes, ou seja, fornecer indicações de páginas que sejam úteis para quem procura por determinada informação. Esse objetivo levou as empresas a modificar o sistema ao longo do tempo tentando evitar a manipulação dos resultados e passando a utilizar critérios que possam reproduzir uma avaliação de qualidade por parte do usuário. Isso é perceptível por meio das mudanças ocorridas nesse período.
Antes mesmo do Google, o Yahoo que foi um dos mais antigos sites de busca oferecia um diretório dividido por assuntos e administrado por pessoas que incluíam os novos sites a medida que surgiam. Essa forma manual de gerenciamento das informações foi alterada posteriormente em razão do crescimento gigantesco da Internet, mas é possível que tenha sido uma das causas da perda gradativa de posições do Yahoo no mercado. O Google já iniciou suas atividades com um sistema de busca totalmente realizado por robots.
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| Dailton Felipini é mestre e graduado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Autor do livro Google Top 10, Consultor especialista em e-commerce, palestrante e editor do site www.e-commerce.org.br. |